Faz uns 20 anos que joguei esse jogo... deve ter sido em 1992 que peguei ele emprestado com um colega que morava na mesma rua que eu. Tenho quase certeza de que foi nesse ano que joguei (e quase venci!) "Ghostbusters 2".Praticamente todo mundo que eu conheço que tinha um Phanton System tinha o jogo "Ghostbusters". Ele acompanhava o videogame. Não era um grande jogo, não mesmo, mas também não era a abominação que tanto se fala por aí. Independente de "Ghostbusters" ser mais ou menos ruim do que sua fama, é indubitável que a sequencia foi muito melhor!Lançado em 1990 pela Activision, famosa produtora norte- americana tanto de jogos do Atari no passado quanto de sucessos atuais como "Call of Duty" (jogo que detesto, diga-se de passagem), "Ghostbusters 2" seguia de perto a história do segundo filme da franquia e, ao contrário da maioria dos jogos inspirados em filme, conseguiu algum sucesso nisso e ao mesmo tempo ser palatável o suficiente para ser jogado.
História e roteiro
Basicamente a mesma do filme. Um antigo lorde feiticeiro dos Cárpatos, Vigo, cujo espírito se encontrava em um quadro recebido por um museu de Nova York. O espírito do antigo tirano tenta tomar o corpo de uma criança para renascer e reconquistar seu poder. O quarteto de caçadores de fantasmas tenta impedir que Vigo tenha sucesso e salvar o bebê, a cidade e a sí mesmos, não necessariamente nessa ordem.
Gráficos, Música e Efeitos Sonoros

Não são o ponto forte do jogo. São fracos, mesmo em se levando em consideração as limitações do NES. Os sprites dos caça-fantasmas são bem simples, assim como os dos oponentes. Os cenários são medianos, assim como os gráficos das cenas do carro e da Estátua da Liberdade.A exceção fica para as cenas da abertura, que são bem feitas e legais!
A famosa música tema dos filmes está presente o jogo inteiro. A capacidade técnica do NES comprometia um pouco, mas ainda assim era muito legal se aventurar pelas fases embalado pelo tema de "Ghostbusters".Os efeitos sonoros cumpriam sua função, sem serem excepcionais.
Controles e jogabilidade
A jogabilidade não era problema. Os comandos respondiam bem. Quanto aos controles, veio a tona uma das principais limitações do NES: ter apenas dois botões. Isso trouxe uma complicação séria nesse jogo, fazendo com que "Ghostbusters 2" NÃO tivesse "Pause"! Ir ao banheiro durante esse jogo? Nem pensar! O botão Start era usado para lançar a armadilha para capturar fantasmas, enquanto o botão A saltava e o B disparava a arma. Para variar um pouco, o botão Select era inútil. Por que não colocaram o botão select para disparar a armadilha? Não faço a menor idéia...
Dificuldade
Bem difícil, mas nada tão fora do padrão da época. Era possível ganhar vidas coletando 20 símbolos do filme "Ghostbuster 2" e elas eram realmente necessárias, acredite...Cheguei quase no final e realmente não venci devido as minhas limitações como jogador mesmo. O que mais atrapalhava era que o jogo tinha limite de tempo (marcado no canto esquerdo da tela por um relógio de aparência antiga) e não possuía função Pause.
Comentário Final
É apenas mais um dos jogos de ação/ aventura estilo plataforma do NES. Não é excepcional, não é ruim. Poderia ter sido melhor? Poderia. Em 1990 já se tinha capacidade para produzir gráficos bem melhores, mas ainda assim rende umas boas horas de diversão para aqueles, como eu, que são fãs de jogos plataforma em 2D. Na época lembro de ter me divertido bastante com esse jogo. Recomendado para retrogamers, fãs de jogos estilo plataforma e fãs incondicionais da franquia "Ghostbusters".
NOTA: 6,0